Segundo pesquisa, o clitóris é o grande responsável pelo prazer feminino
RIO — Por anos, as mulheres consumiram manuais e artigos que a diziam como encontrar o ponto G. Agora, porém, elas podem declarar as buscas encerradas: de acordo com um artigo do “Journal of Sexual Medicine ”, tal ponto da anatomia jamais existiu. Os cientistas ainda vão além: segundo eles, também não existiriam orgasmos vaginais. Ao invés disso, o clitóris seria o grande responsável pelo prazer feminino, assim como os pequenos lábios.De acordo com o sexologista Vincenzo Puppo, co-autor do artigo, a pesquisa prova que, em uma relação heterossexual, a ejaculação não deve significar o fim do sexo para o casal. “Carícias e beijos podem continuar quase indefinidamente, e sexo sem coito após a ejaculação pode ser usado para gerar um orgasmo na mulher”, contou o pesquisador ao “Daily Mail”. A quase exclusividade do clitóris na hora de gerar prazer também explica a grande dificuldade que algumas mulheres têm em gozar. Nesses casos, é possível que o clitóris seja menor e mais afastado da vagina, o que dificultaria o estímulo durante a penetração. Segundo os pesquisadores, apesar do orgasmo depender de variantes complexas, o tamanho e a localização do clitóris são determinantes na equação. Para chegar a
tal conclusão, o estudo conduziu ressonâncias magnéticas da cavidade pélvica de 30 mulheres de 32 anos. Dez delas diziam ter dificuldade em atingir um orgasmo, enquanto as restantes não relatavam queixas em relação ao sexo. Os cientistas esperam, com as novas descobertas, serem capazes de ajudar mulheres que sofrem de anorgasmia, disfunção sexual que impede o prazer sexual seja por fatores orgânicos ou psicossociais.
Vergonha relacionada ao sexo e programas de abstinência são comuns entre os americanos, segundo o jornal
Apesar de 95% dos americanos serem sexualmente ativos antes do casamento, você sabia que os Estados Unidos têm, em determinadas regiões, projetos que desencorajam o sexo antes de se casar por meio da educação sexual de abstinência? E que apenas 48% deles relatam se sentir satisfeitos na cama? Essas são algumas das curiosidades listadas pelo jornal Huffington Post, que apontou oito erros do país que atrapalhariam a vida sexual segura e divertida. Confira:
1) Sistema de saúde americano tende a ignorar a saúde sexual Quando a saúde sexual é escondida ou menosprezada em discurso público, os pacientes podem se sentir relutantes em discutir as questões com os médicos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, “os objetivos dos cuidados de saúde sexual devem ser a valorização da vida e as relações pessoais, e não apenas aconselhamento e cuidados relacionados à procriação ou doenças sexualmente transmissíveis”, mas não é isso que ocorre nos Estados Unidos, de acordo com o jornal. O país tem um dos mais baixos níveis de integração dos serviços de saúde sexual e reprodutiva com cuidados primários de saúde, além de apresentar a maior taxa de doenças sexualmente transmissíveis do mundo entre os países mais desenvolvidos.
2) Baixo nível de educação sexual Desde a década de 1940, a maioria dos americanos teve relações sexuais antes do casamento. Ainda assim, muitos permanecem convencidos de que a melhor maneira de seguir é desencorajar o sexo antes do casamento por meio da educação sexual de abstinência. As evidências mostram que alunos que recebem esse tipo de educação não são menos propensos a ter relações sexuais do que aqueles que recebem abrangente educação sexual, e ainda são 50% mais propensos à gravidez na adolescência. Mississippi, por exemplo, tem a maior taxa de gravidez na adolescência no país, mas mais de metade dos seus distritos escolares proíbe discussão sobre a contracepção. Fora isso, 80% dos programas de abstinência financiados pelo governo federal deturpariam informações sobre contracepção e aborto. Por exemplo, um distrito escolar da Califórnia teria dito aos estudantes que as doenças sexualmente transmitidas podem ser prevenidas pela “abundância de descanso”.
3) Gasta-se muito para enfatizar a ideia de abstinência sexual antes do casamento Nos últimos 25 anos, os Estados Unidos gastaram mais de US$ 1,5 bilhão em programas que pregam a abstinência na vida solteira. Apesar do investimento em projetos com a ideia de adiar o sexo até o casamento, de acordo com o instituto Guttmacher, 95% dos americanos são sexualmente ativos antes da união. E isso não é recente: nove em cada 10 americanos que nasceram na década de 1940 disseram ter relações sexuais antes de se casarem.
4) Insistir apenas no envolvimento heterossexual Enquanto 53% dos americanos apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, impasse partidário e obstáculos legislativos impediram uma lei federal que afirmasse o apoio. Mas uma estatística diz que apenas 56% das pessoas se sentem confortáveis com a ideia de sexo gay. Essa estigmatização também criaria barreiras para homossexuais procurarem médicos em busca de orientações e cuidados em relação à vida sexual.
5) Má relação com pornografia Os Estados Unidos são o quarto maior consumidor de pornografia no mundo. Segundo levantamento, o maior consumo ocorre justamente nos estados mais conservadores, que preferem a educação de abstinência sexual até o casamento. No entanto, se os jovens assistem aos vídeos e não têm orientação sexual adequada, podem interpretar de maneira equivocada o que veem: apenas 17% dos artistas pornográficos usam preservativos. Enquanto se mantiver pornografia e sexo como algo secreto, perde-se a oportunidade de explicar aos jovens que os filmes divergem da vida real em alguns aspectos.
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6) Americanos não se sentem satisfeitos sexualmente Apenas 48% dos americanos relatam se sentirem satisfeitos sexualmente, de acordo com uma pesquisa da Durex. Isso é comparado a 64% dos italianos e 90% dos espanhóis. Homens espanhóis também foram classificados como os melhores amantes em uma pesquisa internacional, enquanto os americanos ficaram na quinta posição dos piores na cama.
7) Fingir que sexo não existe Vergonha relacionada a sexo é comum entre os americanos, segundo o jornal. O problema estaria ligado ao fato de o tema ser ignorado na sala de aula, no consultório médico e nas conversas entre pais e filhos.
8) Relacionar sexo a problemas No país, o sexo muitas vezes precedeu escândalos e a conotação negativa do discurso sexual parece implicar em uma total aversão a ele. A vacina contra o HPV, por exemplo, seria informalmente desencorajada por seu falso potencial para inspirar "promiscuidade" entre os adolescentes.